No Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, acolhidos projetam futuro
Ter uma fazenda com muitos animais, ser adotado, ter filhos, dar uma vida melhor para os irmãos e para a mãe, ter uma casa, ser jogador de futebol, comprar um bebê reborn…
“Sem sonhos, a vida seria somente um ensaio para a morte”, disse o cantor catalão Manuel Serrat. Por isso, no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, os acolhidos foram estimulados a aspirar, imaginar, fantasiar, idear, desejar, sonhar e acreditar. “No Saica 2, após uma rica roda de conversa, aconteceu a dinâmica ‘Balão dos Sonhos’”, conta Brenna Laís da Silva, gestora do serviço, e a lista inicial mostra que há muita vida para ser vivida. “É bonito tentar ler as entrelinhas do que expressaram. Quando sonham oferecer uma vida melhor aos irmãos, por exemplo, falam de vínculos que continuam importantes. Quando sonham com uma casa, talvez falem de segurança e pertencimento”, reflete Brenna.
Ao longo do mês, o tópico suicídio vem sendo tratado sem tabu com os acolhidos, os atendidos e os colaboradores, porém com o rigor técnico, a empatia e o cuidado que o assunto demanda. Recursos audiovisuais, a própria campanha de prevenção, experiências com o tema e, principalmente, acolhimento fazem parte das atividades socioeducativas sobre o tema.
As crianças e os adolescentes são convidados a olhar com atenção para os próprios sentimentos, bem como para as pessoas em redor, reconhecendo que nem todo sofrimento é visível. A partir do fortalecimento de vínculos, são estimulados a seguir o slogan da campanha: “Se precisar, peça ajuda!”.
E você? Quais são os seus sonhos?
Precisa de ajuda? Procure o CVV, ligue 188.