Nossa terra tem assembleia

Onde cantam todos os sabiás
Os acolhidos que aqui gorjeiam
São ouvidos podepah

Nos acolhimentos institucionais geridos pela CCASA, todo mês tem assembleia. Nelas, discutem-se e se constroem as diretrizes para uma casa segura. Tuane Regina dos Santos, pedagoga do Saica 1, conta como foi a dinâmica da última reunião que aconteceu na sexta dia 25 de setembro nessa unidade.

CCASA – Todos acolhidos participam da assembleia?
Tuane – Todos a partir dos 4 anos. Mas os dividimos em dois grupos, um dos que têm de 4 a 11 anos, e outro de 12 a 17 anos.

CCASA – De que assuntos vocês tratam?
Tuane – Sobre as regras, o que tem funcionado e o que precisa ser revisto. Os acolhidos falam de passeios que gostariam de fazer, do que gostariam que fosse incluído no cardápio. Revemos direitos e deveres, questões sobre a organização dos espaços.

CCASA – Como é a dinâmica com o grupo dos mais novos?
Tuane – Com jogos, desenhos, música… Na última, por exemplo, trouxemos cartas coloridas com desenhos de situações que precisavam ser coladas ou na “casa segura” ou na “casa fragilizada”. Em uma das cartas, havia a imagem de uma criança batendo em outra. Isso faz parte de qual casa? Aí, falamos sobre a alternativa para solucionar um conflito: chamar um adulto para mediar a situação.

CCASA – E com os mais velhos, como funciona?
Tuane – Também lançamos mãos de recursos lúdicos muitas vezes. Na última assembleia, apresentamos a eles o “farol da casa segura”. Conforme situações eram apresentadas, eles podiam utilizar cartas de cor verde, amarela e vermelha. Dessa forma, a conversa fluía melhor. Com eles, tratamos de diretrizes para saídas, para uso de eletrônicos, busca de emprego etc.

CCASA – Os funcionários também participam?
Tuane – Sempre há quem medie a assembleia, em geral, um dos membros da equipe técnica. Na última, os funcionários participaram, pois tratamos de direitos e deveres de todos. Um deles recebeu uma carta com o seguinte questionamento: a criança está sendo ouvida?

Deixe um comentário