Acolhimentos e centros de convivência tratam do tema em novembro
Todas as unidades de acolhimento e atendimento da CCASA aproveitaram a proximidade do Dia da Consciência Negra (20/11) para abordar o tema do racismo e propor às crianças e adolescentes uma postura antirracista.
Em palestras, rodas de conversa e dinâmicas, falou-se sobre:
- A definição de racismo – forma de discriminação baseada na raça, falso entendimento de que haveria raças humanas superiores a outras;
- O racismo como crime inafiançável e imprescritível;
- A necessidade de um engajamento na luta pacífica antirracista;
- A herança da escravidão colonial;
- Representatividade negra – inclusão e valorização de pessoas negras em diversas áreas da sociedade para combater a exclusão histórica, promovendo uma sociedade mais igualitária;
- Afrofuturismo – movimento cultural, estético e político que incorpora narrativas, arte e tecnologia de perspectivas negras, valendo-se da ancestralidade e cultura africanas.
“As crianças e os adolescentes participaram ativamente das atividades propostas. Um garoto de 14 anos, por exemplo, compartilhou curiosidades sobre as línguas faladas na África, explicando como muitos desses idiomas são resultado de miscigenação linguística”, conta Brenna Laís da Silva, Gestora do Saica 2. “Outros narraram situações em que sofreram racismo”, completa ela.
Ainda nessa unidade de acolhimento, a turma assistiu a trechos do filme Pantera Negra, conversando depois sobre o país fictício Wakanda, que representaria uma África nunca colonizada. Também redescobriram brincadeiras tradicionais africanas.
Segundo dados do IBGE de 2024, a população negra no Brasil corresponde a 57% da população brasileira, totalizando 115 milhões de pessoas.
Na Casa da Criança e do Adolescente de Santo Amaro (CCASA), o racismo não tem vez, e trabalhamos para que ele não tenha lugar nem ali, nem acolá.